Os sintomas da alergia respiratória são recorrentes. Os mais comuns são : espirros, prurido nasal e na garganta, tosse seca, obstrução nasal e roncos.
Duvidas frequentes sobre alergia respiratória:
Quais as diferenças entre rinite e asma?
A rinite atinge as vias aéreas superiores, enquanto a asma (popularmente chamada de bronquite) atinge as vias aéreas inferiores. Os sintomas da rinite são coriza, coceira, obstrução nasal e espirros frequentes. Aperto no peito, falta de ar, chiado e tosse são sinais de asma. Nenhuma delas tem cura.
Surgem de uma hora para outra?
Não. Para que a criança manifeste uma reação, ela já deve ter entrado em contato com o agente ao menos uma vez. Mas não dá para prever quando seu filho vai desenvolver alergia: há crianças que têm crises fortíssimas na segunda vez que entram em contato com a substância a qual são sensíveis, outras demoram mais tempo.
É hereditário?
Toda criança tem 20% de chance de se tornar alérgica. Se um dos pais tiver o problema, essa taxa sobe para 40%, e, se ambos forem, o risco é de até 80%. Mas a genética não está sozinha; fatores que envolvem ambiente e comportamento, como poluição, estresse, desmame precoce e exposição a infecções respiratórias também podem influenciar.
Como saber se é alergia respiratória, resfriado ou gripe?
Diferentemente da gripe e do resfriado, a alergia respiratória não dá febre, não congestiona a região dos olhos nem deixa seu filho sem apetite.
Pode piorar?
As crises tendem a seguir um padrão: as leves provavelmente serão sempre leves; e as fortes, sempre fortes.
Meu filho corre risco de sofrer um choque anafilático?
Infelizmente, qualquer alérgico pode ter e não é possível dizer quem possui mais chance ou não isso só vale para quem já teve. Desmaios, rouquidão e falta de ar são sinais fortes de alerta do choque. Se isso ocorrer, ligue para a emergência, no 192, o mais rápido possível.
Existe alergia sazonal?
As respiratórias surgem mais no inverno, porque as crianças tendem a ficar em espaços fechados, há maior incidência de infecções (que aumentam o risco de crises) e contato com cobertores com ácaros. O inverno do Sul e Sudeste tende a ser seco, aumentando os índices de poluição. Essas partículas favorecem inflamações no sistema respiratório.
Tudo bem usar produtos de higiene de adulto em criança?
De jeito nenhum. Crianças expostas precocemente a produtos químicos que não foram desenvolvidos especialmente para elas têm mais chances de desenvolver alergia por entrar em contato com essas substâncias. Prefira os neutros, sem cheiro e específicos para crianças — a informação vem no rótulo da embalagem e todos são certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cheiros muito fortes podem irritar quem tem alergia respiratória e levar a uma crise.
Vitaminas protegem contra a alergia?
Pesquisas recentes mostraram efeito protetor das vitaminas D e E, mas nada foi provado. A melhor dica é manter a alimentação do seu filho diversificada, pois alguns estudos mostram que, entre duas pessoas que têm genética para alergia, aquelas que se alimentam bem têm menos chance de desenvolver a doença.
Existe vacina contra alergia?
Sim, mas para quem já tem alergia. Chamada de imunoterapia, é indicada para crianças que têm anticorpos para os sintomas da alergia, e isso é descoberto por um exame de sangue. Pequenas quantidades do extrato da substância que causa a reação são aplicadas na criança para que o organismo aprenda a tolerá-lo, desenvolvendo um anticorpo que atua contra a doença. O tratamento é feito semanalmente e dura de dois a cinco anos, mas não há garantia de que vá resolver.
Remédio é a única forma de tratar?
Não. O primeiro passo é impedir o contato da criança com o que causa a alergia. Medicamentos são indicados em momentos de crise e são usados continuamente em casos de alergia persistente, com indicação médica.
Como tornar a minha casa segura para uma criança alérgica?
Evite carpetes, mantenha o chão limpo – utilize pano úmido para não levantar pó -, use produtos de limpeza sem aroma, troque cortinas por persianas, guarde sempre os cobertores para que não acumulem pó em cima da cama e não use amaciantes nas roupas.
Se meu filho é alérgico, passeios com a escola nem pensar?
A criança alérgica deve ter a vida mais próxima do normal possível, e isso inclui as viagens. Se seu filho faz tratamento adequado, é só seguir a orientação do médico: carregar a medicação de crise e uma caderneta com todas as observações, verificar se é possível ter atendimento médico no local (ou bem próximo) do passeio e, claro, manter professores e acompanhantes informados do problema. Recomenda-se que as crianças usem uma etiqueta (você pode comprar pronta ou fazer em casa) com os dizeres “sou alérgico a…” Tente também descobrir sobre a limpeza dos quartos (não, perguntar não é neura), para saber se não há focos de mofo.
Devo tomar alguma precaução quando ele for dormir na casa de um amigo?
Não transforme o evento rotineiro em um grande drama. Claro que você vai ficar preocupada, mas é benéfico que seu filho tenha contato com os amigos fora de casa. Se o amigo for novo, ligue para os pais da criança e explique a situação.
Não pode (mesmo) ter bicho de pelúcia no quarto?
Pode. Se seu filho não tem alergia, mantenha poucos brinquedos de pelúcia no quarto e escolha aqueles mais fáceis de lavar e secar, como os feitos de material sintético, e lave-os semanalmente. Quando não limpos frequentemente, podem virar dormitório permanente de ácaros, micro-organismos que podem desencadear uma crise. Se seu filho tem alergia, mas não vive sem o brinquedo, pode valer a pena mantê-lo, desde que seja lavado com a mesma periodicidade e o contato ocorra por períodos breves.
É ruim ter animal de estimação?
Ao contrário: há estudos que mostram que esse contato aumenta a tolerância de crianças sensíveis ao pelo do animal, reduzindo os sintomas da alergia. Se o seu filho se tornar alérgico, é preciso afastá-lo. Você não precisa mandar o bicho embora, mas o ideal é que ele não divida o mesmo ambiente com a criança em 100% do tempo. Já se a criança for alérgica, você pode ver se ela se adapta com o bicho. Se não der certo, seu filho pode fazer um tratamento de dessensibilização no consultório médico.
Como eu me organizo com a escola?
Se seu filho tem alergia respiratória, observe, na hora de escolher uma, se as cortinas são de tecido, que acumulam muito pó, e prefira quadro branco a lousas. Uma vez matriculado, e isso vale para qualquer alergia, mande para a escola todas as orientações, preferencialmente por escrito. Em casos de apresentações de teatro, providencie a fantasia do seu filho para que ele não tenha de usar roupas que ficam guardadas o ano todo.
Tudo bem fazer natação?
Sim, mas se seu filho for alérgico, o cloro da piscina pode levar a uma irritação no sistema respiratório e na pele, e causar crises em quem é sensível. Se for o caso, interrompa a aula até o tratamento estabilizar a doença. Quando ele estiver melhor, matricule-o em uma escola com piscinas tratadas com ozônio, que causa menos irritação. Se a criança estiver bem, vai conseguir brincar e nadar em uma com cloro. Nesses casos, prefira as abertas porque aí as partículas do cloro dissipam no ar.