Uso excessivo de telas na infância: o que você precisa saber

Vivemos cercados por telas — do celular à TV, do tablet ao computador. Elas estão no trabalho, nos estudos e, cada vez mais, na rotina das crianças. Mas será que tanto tempo de exposição pode afetar o desenvolvimento infantil?

A resposta é sim. E entender esses impactos é o primeiro passo para cuidar melhor da saúde emocional, cognitiva e social dos pequenos.

👶 Por que o tempo de tela preocupa tanto?

Durante a infância, o cérebro está em pleno desenvolvimento — é um período de aprendizado acelerado, em que a criança forma conexões neurais a partir das experiências vividas: o olhar, o toque, a fala, o brincar.

Quando o tempo diante das telas é excessivo, esses estímulos reais diminuem, o que pode prejudicar habilidades essenciais, como:

• Atenção e concentração
• Desenvolvimento da linguagem
• Controle emocional e comportamento
• Interação social e empatia

⚠️ Sinais de alerta: quando as telas estão demais

O uso prolongado de telas pode causar mudanças no comportamento e na rotina das crianças.

Entre os sinais mais comuns, os especialistas destacam:

• Piora da atenção e da memória
• Irritabilidade e impulsividade
• Dificuldade para dormir
• Ansiedade e inquietação
• Atraso na fala
• Queda no rendimento escolar

Esses sintomas nem sempre aparecem de uma vez, mas merecem atenção — especialmente se houver dificuldade em interromper o uso dos dispositivos ou se a criança se isolar das interações presenciais.

🧠 O que acontece no cérebro infantil?

As telas oferecem estímulos rápidos, coloridos e recompensadores — o cérebro infantil, naturalmente curioso, passa a buscar esse tipo de resposta o tempo todo.

Com o tempo, isso pode reduzir a paciência para atividades mais lentas e o interesse por brincadeiras que exigem imaginação e criatividade.

Além disso, a luz azul emitida por telas interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono, afetando o descanso e, consequentemente, o humor e a aprendizagem.

💬 Como reduzir o tempo de tela com leveza

Sabemos que limitar o uso de telas não é fácil — especialmente quando elas também fazem parte da rotina dos adultos.

Mas pequenas mudanças já fazem diferença:

• Estabeleça horários definidos: por exemplo, sem telas durante as refeições e antes de dormir.
• Dê o exemplo: as crianças aprendem observando o comportamento dos pais.
• Ofereça alternativas reais: jogos de tabuleiro, leitura, atividades ao ar livre, desenho.
• Converse sobre o tema: explique o porquê dos limites e envolva a criança nas decisões.

Procure apoio profissional: se houver sinais de irritação, dificuldades escolares ou atraso na linguagem, o pediatra e o psicólogo infantil podem orientar o melhor caminho.

💙 Conclusão: equilíbrio é a chave

As telas fazem parte do nosso tempo, e não é preciso eliminá-las completamente. O mais importante é encontrar o equilíbrio — garantindo que as experiências reais continuem sendo o principal combustível para o desenvolvimento infantil.

✨ Cuidar da infância é também cuidar da forma como ela se conecta com o mundo.

Com carinho,

Equipe do Centro Médico Itaim

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