A chegada da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) ao Sistema Único de Saúde representa um avanço fundamental na proteção de gestantes e, principalmente, dos recém-nascidos. O VSR é o principal responsável por bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida — doenças que podem se tornar graves com rapidez.
Neste artigo, explicamos o que muda com a nova recomendação, quem pode receber a vacina e por que ela faz tanta diferença na saúde dos bebês.
O que é o VSR e por que ele preocupa?
O vírus sincicial respiratório é altamente transmissível e afeta principalmente o sistema respiratório de bebês pequenos. Ele é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e até 40% das pneumonias em crianças nos dois primeiros anos de vida.
Por isso, estratégias de prevenção — como a vacinação materna — são essenciais.
A partir de quando a vacina estará disponível?
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra o VSR estará disponível a partir de dezembro, inicialmente para gestantes a partir da 28ª semana.
O objetivo é alcançar 80% do público e proteger os bebês já nos primeiros meses de vida.
Como funciona a proteção via gestante?
A imunização durante a gravidez permite que a mãe produz anticorpos que atravessam a placenta e chegam ao bebê, oferecendo proteção logo após o nascimento, período de maior vulnerabilidade.
Estudos mostram eficácia superior a 80% na prevenção de casos graves.
A vacina é segura?
Sim. A vacina é inativada, ou seja, não contém vírus vivos. Isso a torna segura para a gestante e para o feto.
Além disso, pode ser administrada juntamente com outras vacinas do calendário pré-natal.
Quem deve receber?
Gestantes a partir de 28 semanas, independentemente do número de gestações anteriores. Não há restrição de idade materna.
Por que a vacinação é tão importante?
- Reduz internações por bronquiolite
- Protege nos primeiros 90 dias de vida
- Ajuda a prevenir pneumonia e complicações respiratórias
- Reduz sobrecarga dos serviços de saúde
A chegada da vacina contra o VSR ao SUS é uma forma de ampliar o cuidado com a mãe e com o bebê, oferecendo proteção em um dos momentos mais delicados da vida. Conversar com o obstetra, tirar dúvidas e incluir essa imunização no pré-natal é um passo importante para garantir mais segurança durante e após o nascimento.
Cuidar agora é preparar um começo de vida mais saudável.