Brincar com água: leveza e imaginação

Brincar de fazer barquinhos de diferentes materiais para navegar na água, tomar banho de mangueira, sentir a chuva caindo no corpo, pisar, deslizar e escorregar na água, tomar banho de mar, rio ou piscina, jogar pedra no rio e observar os desenhos que ali surgem, encher potinhos de diferentes tamanhos e formas, dar banho nas bonecas ou nos bichos, misturar água e terra, experimentar o que flutua e o que afunda, fazer barulhos e espuma batendo mãos e pés na água – São tantas possibilidades! Quem não gosta?

Brincar com água produz uma sensação corpórea direta e uma conexão interior, vividas pela maioria das crianças com grande prazer e curiosidade. A leveza e a fluidez vivenciadas no contato e nas ações que as crianças desenvolvem com a natureza desse elemento, provocam a entrega da criança e a experimentação de ações e combinações que levam à criação de novas formas de brincar e sentir.

O projeto Território do Brincar registrou em diferentes comunidades e regiões do Brasil — rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral — o brincar livre e espontâneo das crianças. Em Acupe, na Bahia, uma brincadeira comum das crianças é construir as “tamancas” (barcos com velas semelhantes aos usados pelos pescadores da região) e fazê-las navegar pelo rio ao sabor da direção do vento. Para tanto, usam sola de chinelo de borracha, tampinha de garrafa, pedaços de varetas e sacola plástica de embalagem. E na experiência de fazer seus barcos e com eles brincar, a criança observa o movimento do barco, a força e o movimento da água, o peso e a direção do vento e, com isso, acumula conhecimentos valiosos para o brincar e sobre a natureza. A partir do vídeo abaixo, podemos sentir o quanto a brincadeira com os barcos promove conexão entre a criança e a natureza. É preciso olhar para a natureza com atenção, respeitá-la, compreendê-la e preservá-la para brincar com o que ela nos oferece.

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