O segundo trimestre de vida

    Até os 4 meses, “percebe” suas mãos, observa-as atentamente, parece estudá-las, passa a brincar com elas e com os dedos, levando-os à boca. Começa a querer pegar os objetos e, quando consegue, leva-os à boca como uma forma de explorá-los; deixe que o faça, somente não deixe que apanhe objetos muito pequenos que poderá engolir.

    Toca seu corpo, procura mover-se e já começa a rolar deitado; cuidado com as quedas da cama, do berço e do trocador. Se colocado sentado com apoio, já permanece nessa posição sem se cansar muito, e, quando se aproxima dos seis meses, se  colocado sentado, já começa a ficar nessa posição mesmo sem  apoio, embora arqueando a coluna.

    No relacionamento social, entre os 5 e os 6 meses começa a estranhar as pessoas que não conhece, ficando acanhado, sério ou mesmo chorando.

  O que fazer: O final do 2o.trimestre é a fase de introdução de novos alimentos, semi-sólidos e com a colher; tenha paciência, não se irrite nem tenha muita pressa.

    Durante o banho, é bom deixá-la brincar, inclusive quando estiver despida (antes do banho).

    Mostre-lhe objetos e diga-lhe os nomes; durante as atividades de rotina diária com a criança, diga-lhe o que está fazendo  à medida que o faz: “vamos trocar as fraldas,” “vamos tomar banho” e assim por diante. Continue imitando os sons que a criança faz e brinque com ela, mudando-lhe a posição, apoiando-a sobre a almofadas, vire-a de bruços, faça brincadeiras com o movimentos  corporais: balance-a, brinque, isto ajuda a melhorar seu  equilíbrio e sua coordenação motora. Deixe que toque, pegue e leve à boca os objetos da casa  (mantenha-os limpos), ela está aprendendo a reconhecê-los.

    Os ruídos da casa, familiares (não excessivos), música  suave, luz tênue e uma voz carinhosa ajudam a relaxá-la e a conciliar o sono. Não brinque muito com ela próximo à hora de dormir, isto a excitará dificultando o sono. Despertará mais facilmente durante a noite o seu choro poderá refletir sua ansiedade pela separação dos seus, que ainda não entende não ser definitiva.

    Como já interage muito nas brincadeiras, tende a tornar-se um brinquedo vivo, muito gratificante para os pais e familiares; nem sempre que chorar deve ser colocada no colo, mas também não se pode deixá-la esquecida em seu berço todo o tempo.

    Sempre que a mãe se afastar, deve despedir-se e explicar que dali a pouco voltará; isto dará segurança à criança. 

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